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Sábado, 31 de Março de 2007

HISTÓRIAS DE CRIANÇAS QUE NÃO FORAM MENINOS

 

 

Às histórias tristes apesar de diferentes de crianças como “Esmeralda”, “Daniel”, “Sara”, “Andreia” ou “João”, une-as o Estado Português.

Se o caso de “Esmeralda”, do qual falei em “Conceito de Pais”, o destino da criança ainda está por decidir pelos tribunais.

No caso de “Sara” a justiça chegou tarde demais, a menor estava sinalizada pela Comissão de Protecção de Menores por negligência e má alimentação, a mãe é suspeita de lhe ter causado a morte (em Dezembro).

Com o “Daniel” de apenas 27 meses de idade, o menino de que falei em “Curiosidade de Carteiro”, a mesma desconfiança recai sobre a mãe e o padrasto.

A “Andreia”, menina que mudou de vida e voltou de novo para os pais biológicos, depois de ter sido raptada do hospital quando nasceu e ter tido o nome de Joana, durante um ano.

Depois destes casos, tocou-me imenso o de “João”, a história verídica sobre o qual escrevi em “O Menino Inocente”, colocado num lar pelo Estado por achar que existia um risco iminente para a vida ou integridade física do menor; será que o afastar da sua mãe não será um risco muito maior, ao esquecer, que pode ser “pior a emenda do que o soneto”, um motivo de insurreição para esta criança num futuro não muito longínquo.

A minha preocupação resume-se se as comissões de protecção de menores, as técnicas da Segurança Social, ou mesmo os tribunais poderão resolver e evitar casos como estes?

Para mim, acima de tudo deve estar a “defesa do interesse da criança” e não de outros, sejam família directa ou não.

Preocupa-me imenso que o Estado interfira por vezes demasiado e outras de menos na vida dos cidadãos.

Acredito que os “indivíduos” responsáveis por todos estes casos, e infelizmente por muitos outros, de que nem sequer vamos ouvir falar, sejam acima de tudo “pessoas”, melhor dizendo “humanos”, que defendam os interesses das crianças.

Se a Comunicação Social deixar de publicar casos tão infelizes como estes, confiemos que seja porque eles tenham sido todos concluídos para o bem das crianças. Será um sonho meu? Espero que não.

 

  

publicado por Dreamfinder às 20:13

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Sexta-feira, 30 de Março de 2007

OUTROS COMPORTAMENTOS ADITIVOS E A SAÚDE

AULA
publicado por Dreamfinder às 20:43

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OUTROS COMPORTAMENTOS ADITIVOS E A SAÚDE

 

   

Entre os comportamentos aditivos integram-se os já anteriormente mencionados – álcool e tabaco – mas também a dependência de fármacos sedativos e hipnóticos (benzodiazepinas, barbitúricos, …), estimulantes e outras drogas.

Entre as drogas estimulantes mais recorrentes incluem-se as anfetaminas e derivados (como é o caso do ectasy ou das metanfetaminas, que são a droga do momento), cocaína, marijuana, heroína, morfina, PCP, LSD, mescalina…

Um estudo no ano 2000, tendo como fonte os dados do tratamento nos centros da apoio a toxicodependentes, aponta para 41720 a 46673 tratamentos, por outro lado, no que toca a mortalidade relacionada com o consumo de drogas, tendo como fonte o Instituto de Medicina Legal aponta para 15900 – 31800 mortes no mesmo ano.

Entre os problemas de saúde relacionados com o consumo de drogas destacam-se Hepatite C e B, VIH, perda de memória e convulsões, …

 A intervenção revela-se assim importantíssima, quer através do tratamento (comunidades terapêuticas), quer da redução de danos e reinserção social (na saúde, emprego, formação, educação, habitação, justiça, …). O tratamento tem, como objectivos, mudanças psicossociais, psicológicas e na saúde física.

No sentido da prevenção destes comportamentos aditivos, é importante a divulgação e a propaganda dos inúmeros malefícios, físicos e psicológicos, que deles advém. Por outro lado, numa medicina interventiva, revela-se importante o tratamento e a integração destes dependentes, para que possam ter uma segunda oportunidade.

 

publicado por Dreamfinder às 18:09

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Quinta-feira, 29 de Março de 2007

FÉRIAS, LIBERDADE E GRANDES PORTUGUESES

 
Finalmente de férias... E que merecidas férias!
Sinto que nunca supliquei tanto por elas e sobretudo que nunca souberam tão bem... como desta vez. Apesar de se resumirem a uma singela semana, que passará (nesse sentido, não será diferente mas como todas as férias), a voar... cada dia será muito especial.
Vou parar? Nem por isso. Tenho imensas coisas para fazer. Mas pelo menos posso gerir o meu tempo e escolher o que fazer.
Posso escolher estudar Anatomia, Fisiologia ou Biologia Molecular... ou não estudar simplesmente.
E, sobretudo, posso fazer tudo o que vejo reduzido em tempo de aulas: sair à noite para beber café, ler (que falta que eu sinto de ler verdadeira literatura, e o Netter e o Rouviere que me perdoem, mas estou tão farta), ver muitos filmes (alugá-los todos), ver televisão, ouvir música, andar de carro, ir ao centro comercial, sair com os amigos, ir à praia... ou, simplesmente, dormir. E não ter nada para fazer.
Ou ter coisas para fazer, mas poder escolher.
A escolha, a liberdade é algo maravilhoso...
Aliás, o mais curioso de tudo no programa dos Grandes Portugueses, em que Salazar saiu vitorioso, é o conceito de "liberdade". Detentores da sua liberdade de expressão, os portugueses de hoje elegeram uma personalidade que, certamente, no seu tempo, não teria permitido esta liberdade de voto. Interessante, não? O programa teria sido, no mínimo, censurado. E hoje é a ele que o elegem.
Também é curioso que tenha ganho, a única figura que, de alguma forma, afectou alguns dos restantes grandes portugueses. Salazar perseguiu Aristides, atormentou Pessoa... É, no mínimo, chocante que Portugal se reduza a isto... que os dois grandes portugueses sejam políticos e sobretudo que tentemos mostrar que o melhor que se faz em Portugal é política. E é óbvio que não é! A nossa história e a nossa cultura são o que realmente dão o nome ao País, a primeira criou-o, construiu-o, a segunda inventou-o, deu-lhe asas e uma identidade. D. Afonso Henriques lutou contra tudo e todos para erguer um país, D. João II acreditou que o sonho era possível e foi o começo do grande acontecimento dos Descobrimentos, em que figuraram magníficas figuras como o eterno descobridor, o Infante D. Henrique ("Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. (...) Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez, Senhor falta cumprir-se Portugal!"), ou o exímio navegador, Vasco da Gama ("O céu abrir o abismo à alma do Argonauta."). O Marquês de Pombal reconstruiu toda uma cidade, a nossa capital a partir da destruição, da miséria, do sofrimento e do nada que restou do terramoto. Nas Letras tivémos grandes "cantores" da nossa história que nos deixam um legado valiosíssimo. Os expoentes máximos da língua portuguesa. Camões cantou a glória portuguesa num estilo épico e, simultaneamente, abriu todas as limitadas fronteiras da percepção humana da época para a mulher e para o amor. É o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro. Mas como disse Sophia de Mello Breyner: "Este país que te mata lentamente." Quando matamos a identidade portuguesa, o orgulho no nosso país, matamos Camões lentamente. E, por fim, Pessoa. Simplesmente genial na diversidade, certamente mais egocêntrico e consciente da sua genialidade que Camões, mas um eterno senhor das letras portuguesas e da poesia. A poesia de uma vida (ou de várias vidas em cada verso), a constante capacidade de criar e de se recriar a ele mesmo, a constante atenção a um país decadente (Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro... É a Hora! ") e a certeza de que o seu legado o representaria ("O universo passa e eu fico.")
Além disso, como li num texto de António Pinto Leite no Expresso, o próprio Salazar não teria votado em Salazar, tendo em conta os seus valores (com grande foco na história e cultura portuguesas)...
Não tanto pela esperada vitória de Salazar, mas por muitos outros motivos, o programa desiludiu-me. Primeiro porque, entre os 10 grandes portugueses, parece impossível que não esteja uma mulher. Ou talvez evidencie o que aconteceu ao longo dos anos na história portuguesa e mundial e que, é a causa da actual revolta feminina em todos os campos: o encobrimento da mulher. Uma mulher que esteve sempre lá... escondida. Que sempre esteve como base da educação dos seus filhos, entre os quais os grandes portugueses homens; que muitas vezes foi obrigada a escrever com a sua mão, a sua genialidade e inspiração, mas a assinar com um género diferente, o género do machismo... A mulher, que ao longo de séculos, viveu no esquecimento, na escuridão, na discrição...
Também não se percebe que não se encontre entre os 10 grandes portugueses, nenhum grande nome da Medicina portuguesa, como Egas Moniz, António Damásio, João Lobo Antunes (que eu tive a magnífica oportunidade de ouvir dar uma aula)...
Depois os apresentadores do programa não estiveram em dias particularmente inspirados. Os defensores dos grandes portugueses não estavam em posições semelhantes, tendo ficado, por exemplo, Fernando Pessoa, claramente inferiorizado relativamente a Camões.
O preconceito predominou constantemente no programa... Preconceito contra o álcool, a homossexualidade, ... preconceito contra as mulheres. Numa tentativa (falhada) de defender Pessoa, um dos membros da plateia soletrou com toda a determinação os órgãos genitais femininos, tendo deixado apenas um silêncio (de constrangido), quando era suposto referir os masculinos. Muito machismo, muito preconceito...
Num programa de aparente democracia, ganhou um ditador!
De qualquer forma, Salazar está de parabéns, foram as primeiras eleições que ganhou sem corrupção. Foi eleito por um país que goza de uma liberdade para nomear Salazar, liberdade que o próprio hoje oprimiria... Mas isso não interessa, pois não?
 
"Hoje de manhã saí muito cedo,

Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...

Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.

Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar."

                    Alberto Caeiro

publicado por Dreamfinder às 09:32

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Quarta-feira, 28 de Março de 2007

DEPORTAÇÃO

 

 

 

Chocou-me imenso a notícia num jornal de que uma família de emigrantes Açorianos estava ameaçada de separação no Canadá. O casal e os dois filhos mais velhos, um rapaz com 10 anos e uma menina com 11 anos receberam uma notificação para saírem deste país. Mas este drama de deportação agrava-se pela separação, exigida pelo Canadá, da família do terceiro filho, o mais novo com apenas 11 meses, porque este simplesmente não tem ainda passaporte e não pode deixar aquele país sem ele. Os pais têm simplesmente pouco mais de uma semana para obter a documentação do menino, senão terão de partir e deixá-lo entregue ao governo canadiano.

A mãe, de 29 anos, que recebeu ordem de deportação apesar de doente, sofre de uma doença na tiróide que os médicos temem ser um cancro, e viu-se assim na iminência de ter de deixar o seu filho, como ela própria afirmou “estão a pedir que eu deixe uma parte do meu corpo”.

Sempre me pareceu que as leis dos governos eram feitas por “homens” para proteger o “homem”, mas por vezes não parece.

Vejamos, os pais tem o direito de levar a criança, mas, ao mesmo tempo o governo canadiano tem o direito de mantê-la no país por entender que o menino ainda não possui documentos para poder abandonar o país; um bocado contraditório, não?

Esperemos que o Canadá abra uma excepção por razões humanitárias, pois este caso é uma delas, separar uma família (que simplesmente procurava uma vida melhor para os seus filhos) é certamente anti-humanitário. Mas receava-se, na altura da notícia que o Ministério canadiano da Imigração pudesse ser perverso, cumprindo a Lei à risca.

Atendamos que o sentimento humano mande mais que as leis do homem.

 

 

“As emoções são intermináveis. Quanto mais as exprimimos,
 mais maneiras temos de as exprimir.”
Edward Forster
publicado por Dreamfinder às 21:52

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Terça-feira, 27 de Março de 2007

O MENINO INOCENTE

“João”, um menino com cinco anos que a Comissão de Protecção de Menores retirou à mãe, baseando a decisão na violência do “João” na escola, negada pela família, e internou-o num Lar.

No dia crucial, terá atacado com uma tesoura uma funcionária do jardim-de-infância onde anda desde os cinco meses. À tarde, quando a mãe o ia buscar, tinha dois polícias e uma técnica da Comissão de Protecção de Crianças à espera, simplesmente lhe disseram que o menino não estava bem e que não ia voltar para casa. A mãe com apenas 22 anos, explodiu afirmando que lhe estavam a raptar o filho.

O “João”, apenas com cinco anos viu-se levado pelas traseiras do edifício, onde um carro o esperava, sem nunca se cruzar com a família como se fosse um criminoso.

No documento da decisão do tribunal de menores, refere-se que o menino dizia “quero sangue”, “quero morrer” ou “vou partir um braço”; no mesmo nunca são referidos maus-tratos ou comportamento negligente por parte da família. Afirmando ainda que a mãe desvalorizava o comportamento do filho e só com muita relutância lhe dava a medicamentação receitada pelo pedopsiquiatra porque, segundo ela, o deixava “murcho”.

A mãe admite que o filho tem problemas, afirmou que o levou à psicóloga e quer tratá-lo, pois não é má mãe. Teve o filho, com apenas 17 anos; o pai esteve preso e saiu da prisão há um ano e não o visita com frequência.

A Comissão de Menores acha que houve motivos para a retirada de “urgência” da criança sem consentimento dos pais. Mas afinal o “João” desde o internamento demonstra um comportamento normal e não foram relatados actos de violência ou conversas, como terá acontecido no jardim-de-infância do bairro onde mora. Será, que não seria mais razoável terem chegado a um acordo com os pais, não teria sido melhor para todos, para o “João” principalmente!

Para mim, o mais importante deve ser o garoto; o menino que numa visita que a mãe lhe fez ao Lar perguntou-lhe “Também vou ter pais novos?” E a revolta da separação não será um trauma no futuro desta criança? Não será que a emenda é pior do que o soneto?

É isto que se quer para as nossas crianças? Será que não se pode encontrar uma solução para ajudar uma mãe e um filho sem ter de os separar ou de pôr uma criança com medicamentos tão fortes que o deixa no seu dia-a-dia “murcho”. E tenho dito…

 

 

publicado por Dreamfinder às 23:13

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Segunda-feira, 26 de Março de 2007

O ÁLCOOL E A SAÚDE

O consumo de álcool é um comportamento individual condicionante da saúde, que pode surgir em diferentes ambientes e tanto pode ser benéfico como prejudicial.

Assim, o álcool tanto pode surgir num contexto alimentar, como num contexto social. Enquanto elemento da alimentação, não devem ser ingeridos por dia mais de 400 ml num adulto. Em jovens (com menos de 17 anos) ou grávidas este consumo deve ser nulo. Claro que estes valores são muito relativos, já que enquanto uma cerveja (200 ml) tem cerca de 7,4 g de álcool, um copo de vinho (150 ml) tem 14 g e um whisky (só 50 ml) tem 16 g de álcool. Além de poder ser um hábito diário, pode também ser um acto meramente social. No caso de um consumo moderado, a ingestão de álcool trás uma influência benéfica nas doenças cardiovasculares, com elevação do colesterol HDL e um potencial efeito antiagregante plaquetar.

O problema, como sempre, é os excessos. O álcool induz graves problemas de saúde que afectam particularmente o sistema nervoso, o fígado, o sistema gastro-intestinal, a nutrição, o coração e os sistemas circulatório e respiratório, sistema reprodutor e outros.

Ao nível do sistema nervoso causa intoxicação aguda, encefalopatia de Wernick, sindroma de Korsakoff e demência, que pode levar mesmo ao suicídio (cerca de 9% das mortes ligadas ao álcool).

Por sua vez, 25% das mortes ligadas ao álcool ocorrem por cirrose hepática. No fígado podem também suceder-se uma infiltração gorda, hepatite alcoólica ou hepatoma (tumor).

No sistema gastro-intestinal ocorrem refluxos esofágicos, neuplasia do esófago, pancreatite, …

Em termos cardiovasculares, o consumo de álcool pode provocar miocardiopatia dilatada e arritmias.

Por fim, os cancros representam 33% das mortes relacionadas com o álcool, que pode ainda provocar alterações fetais nas grávidas, pode interagir com outros medicamentos ou provocar infertilidade.

É importante reduzir o consumo de álcool e os problemas ligados ao mesmo. Neste sentido a Medicina Preventiva deve desempenhar uma função importantíssima na sensibilização da população.

 

 

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publicado por Dreamfinder às 20:43

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Domingo, 25 de Março de 2007

I AM SAM - A FORÇA DO AMOR

Sam Dawson é um pai diferente… Desde o primeiro dia, em que ficou com a pequena Lucy Diamond (nome escolhido devido a uma música dos Beatles) nos braços e viu a mãe desaparecer. É um pai diferente devido às inúmeras limitações que o perseguem. Além das dificuldades que podem suceder a qualquer pai que tenha de cuidar de uma criança sozinho, Sam apresenta deficiências mentais, tendo sido o seu QI avaliado como idêntico ao de uma criança de 7 anos. Sam é um pai meigo e atencioso, certamente mais infantil que os outros, mas também muito mais puro e sincero, e até aos 7 anos consegue criar a filha, a filha que tanto adora. Com uma visão diferente do mundo, transmite-o à filha, com todo o amor e carinho. Com a filha lê, brinca, conversa, sorri… e fá-la sorrir e acreditar nos seus sonhos.

 

“Nunca limites os teus sonhos, Lucy.”(Sam)

 

Porém, a justiça decide interpor-se e tirar-lhe a custódia da menina, por pensar que o pai não poderá acompanhar o progresso da filha, tornando-se prejudicial para ela.

Sam vai travar uma verdadeira luta em tribunal, com o apoio de Rita Harrison Williams, uma conceituada advogada que tem os seus próprios problemas: um marido que não aparece em casa e que a trai, um filho carente de afectos e revoltado com tudo e todos. Apesar do amor que o une a Lucy ser mais forte que qualquer conceito de justiça, a luta parece, a cada dia que passa, impossível já que se torna muito difícil para Sam testemunhar em tribunal, pois fica ansioso, irrequieto, instável…

 

“- Que exemplo quer seguir como pai da Lucy?(advogado)
- Eu próprio. Eu admiro-me como pai.”(Sam)

 

Os seus amigos, também eles portadores de deficiência, estão sempre a seu lado, incontornáveis no amor a Lucy.

Rita aprenderá imenso com Sam. Deixa de ver nele o “deficiente mental” que olhou no primeiro dia, passa a ver muito mais profundamente, e é aí que descobre um homem dotado de uma sensibilidade extraordinária para a compreender, tal como a todos os que o rodeiam. Sam vai mudar a sua vida para sempre.

“Receio que tenha sido eu quem mais beneficiou desta nossa relação.”
(Rita)

 

Perante o desespero do pai que começa a acreditar que o melhor para a filha é afastar-se dele e ter uma nova família, é Rita que vai ter força para lutar e convencê-lo a provar que não há força maior que a do amor. Lucy, por sua vez, espera sempre o dia em que possa voltar a estar com o pai e, por várias vezes, tenta fugir.

 

“Eu não quereria pai nenhum senão tu.” (Lucy)

No final, I am Sam é uma memorável lição de vida acerca da força dos laços de amor e de como eles podem quebrar todas as outras barreiras.

“Como podemos ser tão diferentes e sentirmo-nos tão parecidos?”(Sam)

publicado por Dreamfinder às 21:09

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Sábado, 24 de Março de 2007

TUBERCULOSE

*    

         Hoje é o Dia Mundial da Tuberculose, uma doença infecciosa e contagiosa devida ao Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch), uma doença comum ao homem e a certos animais (sobretudo os bovídeos), cuja lesão anatómica característica é o tubérculo ou nódulo tuberculoso que é uma lesão característica desta doença que se apresenta sob a forma de uma massa arredondada com zona central necrosada, rodeada por uma camada de células epitelióides (semelhante às células epiteliais) com células gigantes e uma camada periférica de linfócitos. Os sintomas mais visíveis são: tosse crónica; febre; persistência de suores nocturnos intensos; perda de peso, lentamente e progressivamente; dores no tórax; falta de apetite; adinamia (apatia para com o que o rodeia); anorexia. É uma doença que se transmite de pessoa para pessoa e que atinge sobretudo os pulmões, porque o bacilo de Koch se reproduz e desenvolve rapidamente em áreas do corpo com muito oxigénio. Pode também atingir outros órgãos e outras partes do nosso corpo, como os gânglios, os rins, os ossos, os intestinos e as meninges. Pode revestir formas muito diversas, conforme o local da inoculação; a extensão das lesões (limitadas a um órgão ou mais ou menos disseminadas); o modo evolutivo que pode ser, agudo, subagudo ou, com mais frequência, crónico; e o grau de resistência do organismo. A infecção faz-se na maior parte dos casos por inalação, e a localização mais frequente é nos pulmões. A transmissão do micróbio da tuberculose processa-se pelo ar, através da respiração, que o faz penetrar no nosso organismo. Quando um doente com tuberculose, tosse, fala ou espirra, espalha no ar pequenas gotas que contêm o bacilo de Koch. Uma pessoa saudável que respire o ar de determinado ambiente onde permaneceu um tuberculoso pode infectar-se, um simples espirro de um doente com tuberculose projecta no ar cerca de dois milhões de bacilos, já a tosse propaga cerca de 3,5 mil partículas para o ar e permanecem em suspensão durante horas. A maior parte das pessoas que entram em convivência com doentes tuberculosos não são contagiadas, porque o indivíduo que entra em contacto pela primeira vez com o bacilo de Koch não tem, ainda, resistência natural. Mas adquire. Se o organismo não estiver debilitado, consegue matar o microrganismo antes que este se instale como doença, e, é também, estabelecida a protecção contra futuras infecções pelo bacilo. Contudo, por vezes, o organismo resiste no momento, mas continua a hospedar o micróbio, motivo pelo qual quando fragilizado por alguma outra doença, como a SIDA, o cancro, a diabetes ou o alcoolismo, acaba por não lhe resistir e contrair esta doença. Os idosos e as crianças têm também mais possibilidades de adoecer após estarem em contacto com um tuberculoso, ou seja, com o ar que este respira.                                

*    Nem todos os pacientes com tuberculose podem transmitir a doença. Apenas os doentes com o bacilo de Koch no pulmão e que sejam bacilíferos, isto é, que eliminem o bacilo no ar, através da tosse, espirro ou fala. Quem tem tuberculose noutras partes do corpo não transmite a doença porque não elimina o bacilo de Koch através da tosse. Os doentes com tuberculose que já estão a ser tratados não oferecem perigo de contágio porque este risco vai diminuindo ao longo do tratamento, normalmente ao fim de quinze dias o paciente já não elimina os bacilos de Koch.

*       O contágio é facilitado ao respirar em ambientes pouco arejados e nos quais há predominância de pessoas fragilizadas pela doença ou permanecer vários dias em contacto com doentes tuberculosos. A prevenção é a arma mais poderosa e genericamente usada em todo o mundo. É feita através da vacina com o nome de Bacilo de Calmette e Guérin ou mais conhecida por BCG, que é aplicada nos primeiros 30 dias de vida e capaz de proteger contra as formas mais graves de tuberculose, obrigatória é tomada por milhões de crianças por todo o mundo; um conselho importante é que deve ainda tratar-se, o mais brevemente possível, os doentes com tuberculose, para que o contágio não prolifere.

*       A tuberculose tem cura, se o doente seguir rigorosamente as indicações do médico e tome os medicamentos com todo o rigor, pois podem atingir 95% as oportunidades de cura. É fundamental não interromper o tratamento em circunstância alguma, nem mesmo se os sintomas desaparecerem. Pois o abandono do tratamento faz com que os bacilos tornem-se resistentes aos medicamentos e estes deixam de surtir efeito e levar a um tipo de tuberculose resistente. O tratamento consiste na combinação de três medicamentos: rifampicina, isoniazida e pirazinamida. Este dura cerca de seis meses e deve ser sempre acompanhado pelo médico de família do seu centro de saúde. O tratamento deve ser ambulatório (feito em casa) e acompanhado no Centro de Saúde ou no Hospital mais perto da sua residência. Mas se o diagnóstico não for feito no primórdio da doença e os pulmões já se encontrarem gravemente afectados, o médico aqui tem a responsabilidade de decidir se o doente precisa de internamento. No caso de um doente com tuberculose noutras partes do corpo, cabe ao médico tomar a decisão, quando o doente contrai uma meningite tuberculosa, tem necessariamente de ser internado.

*       Se um indivíduo tossir consecutivamente durante cerca de três semanas, deve consultar o médico do centro de saúde. Este pode pedir-lhe para fazer o exame do escarro ou baciloscopia e também uma radiografia ao tórax. Através dos resultados destes dois exames chegará ao diagnóstico e decidirá o rumo melhor a tomar no caso específico.

*       Se uma pessoa com tuberculose não recorrer aos serviços médicos competentes e se não for tratada oportuna e convenientemente, a probabilidade de vir a morrer na sequência da tuberculose é muito elevada. Quando um doente abandona ou interrompe o tratamento que lhe foi prescrito, aumenta também a probabilidade de vir a morrer da doença, uma vez que possibilita o aparecimento de novos bacilos de Koch, mais resistentes aos medicamentos.

*       A falta de medidas de controlo da tuberculose podem originar 200 milhões de novos casos nos próximos anos. Muitas vezes se esquece que esta pandemia, mata mais pessoas em todo o mundo, do que de qualquer outra doença infecciosa durável. A tuberculose mata aproximadamente dois milhões de pessoas por ano. A tuberculose é sem duvida uma emergência mundial. Em Portugal, assiste-se a uma redução acentuada do nível endémico da tuberculose, directamente associada à melhoria dos índices de desempenho do Plano Nacional de Luta Contra a Tuberculose (PNT), com uma evidente redução da prevalência da resistência aos antibióticos específicos. A situação é menos favorável nas grandes áreas urbanas de Lisboa e Porto, onde se reúne a maior parte dos casos registados no país e onde o ritmo de decrescimento é mais lento. Na União Europeia, Portugal é um dos países com maior incidência de casos de tuberculose notificados.

*       Infelizmente, a resistência dos bacilos aos medicamentos pode desencadear uma nova afluxo da doença virtualmente insanável em todo o mundo.

 

 

publicado por Dreamfinder às 20:38

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Sexta-feira, 23 de Março de 2007

O TABACO E A SAÚDE

 

Em termos do comportamento individual, a saúde é muito afectada por todo o tipo de comportamentos aditivos, como o consumo de álcool, tabaco, fármacos sedativos e hipnóticos, estimulantes, etc.

Actualmente o tabaco é a principal causa de cancro do pulmão, sendo cerca de 30% os fumadores regulares da União Europeia. Fumar diminui em cerca de 20 anos a esperança média de vida e 50% dos fumadores morrem de causas ligadas ao tabaco, metade deles em idade activa.

No total, o tabaco é responsável por 20% das mortes dos países desenvolvidos e é considerada a principal causa de morte evitável.

No entanto, é outra a perspectiva que preocupa a actualidade e tem sido motivo de notícia: os efeitos negativos do tabagismo passivo. Na realidade, as estimativas indicam um aumento de 24% de risco de neuplasia do pulmão nos não fumadores que vivem com pessoas que fumam.

Entre os objectivos que movem os políticos no século XXI está a diminuição para 20% do número de fumadores nos próximos 15 anos. Neste sentido o governo português criou uma nova lei relativamente ao acto de fumar em espaços públicos, deverá entrar em vigor no início do próximo ano.

Mais uma vez constatamos a intima relação estabelecida entre a saúde e os comportamentos, tal como a importância da prevenção no controlo do tabagismo: evitar a habituação tabágica e cessar a mesma, regulamentar as condições de fabrico e venda do tabaco, proteger os não-fumadores da exposição ao fumo passivo e criar um clima social em que não fumar seja a norma.

 

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publicado por Dreamfinder às 22:55

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